
No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. (Rubem Alves)
Escrito por Aline Arévalo
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Me deixa ir... Mas vai passar... Eu quero ver a primavera que mais parece inverno. Deixa o frio Ele passa... Mas parece que nunca passa...
Escrito por Aline Arévalo
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Boca seca Menina mimada quer ser amada E não amar mais ninguém. (Aline Arévalo)
Escrito por Aline Arévalo
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Avant La Haine
Sais-tu ma belle que les amours Les plus brillantes ternissent Le sale soleil du jour le jour Les soumet au suplice
J'ai une idée inattaquable Pour éviter l'insupportable
Avant la haine, avant les coups De sifflet ou de fouet Avant la peine et le dégout Brisons-là s'il te plait
Non, je t'embrasse et ça passe Tu vois bien On s'débarrasse pas de moi comme ça
Tu croyais pouvoir t'en sortir, En me quittant sur l'air Du grand amour qui doit mourir Mais vois-tu je préfère Les tempêtes de l'inéluctable A ta petite idée minable
Avant la haine, avant les coups De sifflet ou de fouet Avant la peine et le dégout Brisons-là dis-tu
Mais tu m'embrasses et ça passe Je vois bien On s'débarrasse pas de toi comme ça
Je pourrais t'éviter le pire
Mais le meilleur est à venir
Escrito por Aline Arévalo
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Encantamento
Que poder é esse do amor sem pensamentos, Que não é um sentimento e que também não é paixão? Que é poesia e no corpo uma presença, Que na ausência traz o mágico perfume do presente?
Um amor assim, fora do tempo sem memória Ou histórias pra contar... Que sem lembranças, já passou e nunca passa E permanece como foi, como é e para sempre! | Mas, que magia é essa de um amor assim, inteiro! Como flor em um canteiro esquecido de nós dois... São dois amantes encantados, Um Eros para sempre humanizado!
Um amor assim, é como o sol, é como a lua E flutua sobre tudo o que parece ser real! Ele é quem sabe, o amor, e o tempo é quem guarda, Enquanto dure o encantamento de nós dois...
Ausência Essa sua indiferença... Essa cruel, ausência! Persistentemente complexa, Reflexa, Espreita... Esse réptil silêncio que rasteja, Entre as poucas palavras, ao chão... E um suposto afeto, Sem perdão! Dejetos de uma história, projetos, mosaico incompleto... E, ainda submersa, a música, aguarda... O seu tom! E, ainda submersa, a música, aguarda seu tom... Na transparência dos espaços, Na incerteza dos propósitos, Na ignorância das passagens, Suspeita... A esperança que aguarda, descalça, Ao início de uma possível estrada... A esperança que aguarda, descalça, Ao início de uma possível estrada! Que, por enquanto ainda não passa ninguém... Que, por enquanto... Ainda não passa ninguém. Que, por enquanto ainda... Não passa, ninguém. Que, por enquanto, ainda não passa... Ninguém! |
(Monalisa Lins)
Escrito por Aline Arévalo
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Procuro a Solidão Como o ar procura o chão Como a chuva só desmancha pensamento sem razão Procuro esconderijo encontro um novo abrigo como a arte do seu jeito e tudo faz sentido calma pra contar nos dedos beijo pra ficar aqui teto para desabar você para construir (Ana Cañas)
Escrito por Aline Arévalo
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